Nome do ex-governador foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa pública em reunião na véspera do Natal
Itatiaia

Ex-governador de Minas, Fernando Pimentel
O ex-governador Fernando Pimentel (PT) foi reconduzido para a direção da Empresa Gestora de Ativos S.A, empresa pública responsável pela gestão de ativos do governo federal.
De acordo com ata publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (12), a recondução de Pimentel foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da Emgea que aconteceu na véspera do Natal, no dia 24 de dezembro de 2025.
“O Conselho registro que a indicação para a recondução do Diretor-Presidente foi formalizada por meio do Ofício SEI nº 71705/2025/MF, do Ministério da Fazenda, e seus anexos, os quais foram encaminhados para análise e manifestação do Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração – Coele, o processo de recondução do Sr. Fernando Damata Pimentel ao cargo de Diretor-Presidente”, diz a publicação desta segunda-feira.
Com a aprovação, o ex-governador ficará à frente da empresa pública até abril de 2027. Pimentel foi indicado ao cargo de comando na Emgea em abril de 2023, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumir o Palácio do Planalto. O salário do diretor-presidente da Emgea é de R$ 53.233,74.
A Emgea foi criada em 2001 para administrar créditos podres da Caixa Econômica Federal criados ainda na década de 90. Durante o governo Bolsonaro, o Ministério da Economia chegou a informar a pretensão de liquidar a empresa, mas o plano não foi concretizado.
Trajetória política
Filiado ao PT, Fernando Pimentel foi prefeito de Belo Horizonte entre 2001 (assumindo após morte de Célio de Castro) até 2008; ministro do Desenvolvimento e da Indústria no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), de quem é muito próximo desde a época da ditadura militar. Em 2014, elegeu-se governador de Minas Gerais em primeiro turno. Em 2018, o petista tentou se reeleger, mas não foi para o segundo turno.
Sua gestão à frente do Palácio da Liberdade foi marcada por uma grave crise econômica que afetou diretamente os cofres mineiros. O governo estadual chegou a parcelar salários dos servidores, atrasou o pagamento de benefícios previstos em lei e congelou repasses às prefeituras mineiras.
Em 2022, Pimentel se candidatou a deputado federal pelo PT, mas não se elegeu.
A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a assessoria do ex-governador, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.