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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “Para viver é preciso despertar para a vida”
03/12/2018

A Bíblia nos alerta várias vezes acerca do problema da sonolência espiritual. Por exemplo, na carta de São Paulo aos Efésios 5.14, ele diz: “Desperta ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”.

É lamentável observar as multidões humanas passando pela existência de corpos sem vida espiritual! Embora rodeados da glória de Deus, parece que não enxergam.

A Bíblia diz: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”, conforme se lê o versículo 1 da salmo 19.

Mesmo assim, muitos vivem alheios e indiferentes a Deus. Movimentam-se num mundo cheio de manifestações divinas: o céu estrelado, o cantar dos pássaros, o murmurar dos rios, o sussurrar das brisas, o crepitar das folhas, o despontar da vida, mas parece que nada ouvem, nada percebem – parecem dormir o sono da morte. Alguém, certa vez afirmou: “não sei de uma necessidade de maior do que uma nova compreensão de Deus”. Se pararmos e pensarmos um pouco, somente um pouco chegaremos à conclusão que muitos de nós, num todo, já estamos mortos em vida, não é mesmo? Mãos descem da eternidade para nos suster, porém, estamos dormindo; vestimentas lavadas no sangue do Cordeiro são postas sobre nós, porém, preferimos apegar-nos nos aos andrajos, isto é, roupas esfarrapadas, ou trapos da nossa própria justiça; infinitas belezas espirituais pairam sobre a nossa cabeça, porém, somos tão cegos para elas como os morcegos para a luz. Você caro ouvinte já pensou nisso?

Em outras palavras: Deus se importa conosco e nos sustenta, enviou-nos Jesus, seu filho único (o “Cordeiro”) para morrer em nosso lugar e nos reconciliar com Ele, mas não damos importância, não é mesmo? Pois é, chegamos ao último mês do ano: dezembro é um mês específico para uma meditação profunda. Deus nos dá esta oportunidade, portanto, saibamos aproveitá-la e bem vivê-la no novo ano que se aproxima... Pensem nisso!

Carlos Drummond de Andrade, nosso poeta mor versou para a eternidade: “João amava Tereza, que amava Raimundo, que amava Maria, que amava Joaquim, que amava Lili, que não amava ninguém”. “João foi para os Estados Unidos, Tereza para o convento, Raimundo morreu em um desastre, Maria ficou para tia, Joaquim se suicidou e Lili casou com Jota Pinto Fernandes, que não tinha entrado na história”. Quanta realidade nos tempos modernos: Rosinha amava Garotinho, que amava Cabral, que amava Pezão, e todos foram conhecer o camburão. Estão presos. O poema de Drummond, querendo ou não, já previa a formação dessa quadrilha. Que pena né? Minas Gerais também teve sua quadrilha nos últimos quatro anos, oito ou dezesseis como queiram, até agora ninguém foi preso, ainda.

O que aconteceu no Rio de Janeiro nas últimas 48 horas com a prisão, pela primeira vez na história deste país “grande e bobo”, de um governador no exercício do cargo e um ex presidente condenado a doze anos e um mês atrás das grades são um verdadeiro raio-x da política brasileira: políticos corruptos que, sem generalizar, invertem, ou inverteram as diretrizes dos homens públicos.

Por via de regra, generalizando, à luz da realidade, em cada três deputados federais, sem reserva, todos são suspeitos de terem cometido algum tipo de crime.

Dos 513 integrantes atuais da Câmara Federal, pelo menos, pelo menos 178 respondem na Justiça a inquéritos, que, ordinariamente, podem resultar em processos ou ações penais que podem, disse podem resultar em condenação, às vezes, um pouco pesada, mas com os decretos de perdão, são sempre os beneficiados e cadeia para eles não passa de um mero passeio turístico. Os partidos políticos que detêm mais deputados da esterqueira do diabo, estes com pendências criminais, das 27 legendas com assento no Congresso Nacional, apenas, apenas, seis consideradas “o pequeno clero” não têm, atualmente, parlamentares sob o pálio da investigação, por isso, amigos, este é um país das maravilhas, não é mesmo?

Se voltarmos nossos olhares para o nosso Estado encontraremos uma lista interminável de investigados e alvos de inquéritos criminais que até Deus duvida.

Independentemente de eles comprovarem se são inocentes ou culpados é triste, muito triste chegarmos a essa situação, tanta é a quantidade de parlamentares eleitos pelo povo para representar o povo mineiro. “Que vergonha, meu Deus do céu, como dizia meu inesquecível amigo e irmão, Monsenhor José Lopes”, de saudosa memória. Enfim, esperamos que a nova bancada eleita em outubro passado, ao assumir em janeiro próximo consiga tirar o nome de nosso Estado das notícias policiais e com isenção, probidade, ética escrever os nomes dos novos políticos numa nova história de avanços e pujança neste Estado, tão espoliado, arrasado e ridicularizado por tantos governantes maus e espúrios. As expressões bíblicas acima no início do texto de hoje são os princípios básicos de uma nova era e novas vidas. Pensem nisso.

Em tempo: Agradeço ao amigo Claudionor Pinheiro pela oferta de sua primeira obra: “Crônicas Urbanas, Memórias do Campestre 1”. Prometo amigo ler com todo carinho para eu reviver, infelizmente, tempos que não voltam mais. Aquele abraço!








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