AS Notícias Online
HOME ESPORTE GERAL POLÍCIA POLÍTICA EMPREGOS MULHERES AGENDA COLUNISTAS FOTOS VÍDEOS CONTATO
Bom dia - Itabira, quinta, 13 de dezembro de 2018 Hora: 11:12 23 ºC
Velocidade do vento: 19.31 km/h
Nascer do Sol: 6:8 am e pôr do Sol: 7:26 pm

COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “19 de novembro, uma data totalmente esquecida? “
26/11/2018

Segunda-feira que passou 19 de novembro foi o dia da Bandeira Nacional. Quanta lembrança me veio à mente deste dia. Em meu tempo de aluno da Escola Rural da Gabiroba, sob a direção de minhas eternas e inesquecíveis professoras, venerávamos o Símbolo da Paz: “Salve lindo pendão da esperança! Salve símbolo augusto da paz! Tua nobre presença à lembrança. A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil, Querido símbolo da terra, da amada terra do Brasil...” versos inesquecíveis de Olavo Bilac, versos estes que ainda ressoam no meu íntimo.

Posteriormente, quando fiz o Admissão ao Ginásio e durante todo o meu período ginasial ao som das Bandas Euterpe Itabirana sob o comando de Mestre Elói, posteriormente, Mestre Pedro e do inesquecível Silvério Faustino acompanhei, esta quase bi centenária banda com seus acordes pelas ruas da cidade tocando hinos, dobrados marciais, Polcas e tantas outras maviosas músicas que sonorizavam toda a cidade, cujas imagens permanecem em minha saudade.

Também é de se lembrar da Banda Santa Cecília sob a batuta de João Damasceno Reis, Vivino, José Dorotéia e outros da família Reis, numa disputa leal e legal com outros hinos, dobrados marciais, Polcas e músicas que encantavam os assistentes que paravam para ver a Banda passar em comemoração ao dia da Bandeira. Não teve infância quem atrás delas não marchou com a “cabeça de papel” dos soldadinhos enfileirados em passos cadenciados, disse certa vez um compositor e cantor de minha geração. Meu pensamento prossegue escorregando ao passado a cada dia em que se comemora o Dia da Bandeira Nacional. Em Brasília onde se encontra a sede do Poder Executivo, Legislativo e o Judiciário, o marco principal encontra-se na Praça dos três Poderes, lá no alto para mostrar ao mundo o símbolo da Pátria amada. Esta mesma Bandeira Nacional encontra-se instalada em todas as sedes do Poder executivo e legislativo nos Estados e Municípios demonstrando que a Federação é somente uma em qualquer circunstância.

No meu tempo de vida escolar cantávamos o Hino Nacional todos os dias, assim como o Hino do Município, e, nas solenidades do Dia da Bandeira, o dia Soldado e o dia do Marinheiro. Que pena que nos tempos modernos nossas escolas rurais, municipais e escolas estaduais e nas universidades aqui instaladas esse uso e costume tenha desaparecido. Novos tempos, nova modalidade de vida estudantil e novo modelo de cidadania. O Símbolo Augusto da Paz, de uns tempos para cá, tomou outras formas e cores, a “dos nós contra eles”. Durante treze anos não vimos brilhar o Símbolo da Paz, mas o símbolo da discórdia, da desunião e tudo mais que se possa imaginar sob o símbolo da bandeira “chinabolivariana”, isto é, a da cor vermelha; nova bandeira que se tornou sinônimo de divisão e do ódio entre brasileiros. Quanta angústia meu Deus do céu. Dias terríveis vivemos sob o domínio do mal, lembram? Ora bolas sô, o cidadão brasileiro já não tem mais o sentido de patriotismo. Um grande feito da Revolução de 1964/1985 que acabou com esse feito patriótico do brasileiro, fazendo prevalecer no meio do povo, tão somente, o militarismo e preferência pelas escolas militares que ainda sobrevivem, em boa qualidade, diga-se de passagem. Quanto ao verde-amarelo, azul e branco de nosso pavilhão nacional teve sua origem quando Dom Pedro I ao criá-la introduziu o retângulo verde e o losango amarelo para homenagear duas dinastias autoritárias, que repudiavam a ideia de monarquia constitucional. O verde representava a casa portuguesa dos Bragança, da qual o imperador fazia parte. Não é demais recordar que dona Maria I( a rainha louca), sua avó era da família dos Bragança, foi quem ordenou a condenação e execução de Tiradentes à forca.

Quanto ao dourado tratava-se de uma homenagem aos austríacos, cuja descendência pertencia à dona Maria Leopoldina, sua mulher. A bandeira brasileira da forma como hoje se apresenta com uma esfera de cor azul com uma faixa branca onde se lê o lema: “Ordem e Progresso” ao centro do losango, imagem esta que retrata o céu estrelado do Brasil no dia da Proclamação da República, mesmo que dela tenha sido mal usada e até trocada no período do governo petista, por treze anos. Alguns cientistas do passado e ainda alguns remanescentes da atualidade reivindicam que em nossa bandeira falta a palavra “amor” que compunha a tríade do credo positivista. Deviam achar que pegaria mal os líderes de um golpe de Estado militar – o povo assistir a tudo horrorizado – ao fazerem referências ao “amor” em um estandarte, ainda que este devesse ser o “lindo pendão da esperança, o símbolo augusto da paz”.

Durante anos nossa bandeira, infelizmente tornou-se símbolo de divisão e ódio, mas jamais deixou de ser o marco indelével de nossa soberania. Manchada, ensanguentada, às vezes, machucada quer seja, pelo sangue de brasileiros derramado ou por perseguições injustificadas, de irmãos que, por ideologia diferente em períodos negros, nem por isto deixou de ser amada por todos os brasileiros que ainda a respeitam com amor e a veneram como imagem viva “sobre a imensa Nação Brasileira, nos momentos de festa ou de dor, paira sempre sagrada bandeira Pavilhão da justiça e do amor! Recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil, querido símbolo da terra, da amada terra do Brasil”!








construtorakellesduarte
INFORMAÇÃO COM RESPONSABILIDADE! Whatsapp: (31) 9 8863-6430
E-mail: contato@asnoticiasonline.com.br
AS Notícias Online 2018. Todos os Direitos Reservados.
Desenvolvedor: SITE OURO

Copyright © 2017 - AS Notícias Online - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.