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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana Estar só e solidão, doenças da modernidade?
20/09/2018

Meus amigos e amigas deste encontro semanal há muito venho pensando em abordar neste espaço, um assunto que julgo de interesse geral, mas a prudência sempre tem me freado para escrever sobre o que é estar só e o que é solidão.

São irmãs gêmeos e por isso são situações muito diferentes. Estar só significa gostar de estar consigo, ter tempo para respirar e ter consciência de si. Já a solidão significa bloqueio na capacidade de estar com o outro. Aprender a estar só é uma necessidade que o indivíduo tem para criar um relacionamento saudável. É saber apreciar a sua própria companhia, não ter medo de olhar para dentro de si mesmo e entrar em contato com a natureza, caminhar pelo jardim, um bosque ou por um campo aberto e sentir seus pés amassando a areia da praia à medida que anda.

Apesar de ser uma necessidade tão saudável, o desejo de ter um tempo para si é motivo de muitas brigas entre casais e, muitas vezes, entre amigos. Já pensou nisso. Poucas pessoas sabem explicar para o companheiro ou companheira o que isto significa. Igualmente, também são poucos os que aceitam que o outro queira fazer sem a sua companhia. O resultado é que, na maioria dos relacionamentos, brigar é o único meio de conseguir ficar só. Assim, cada um toma um pouco de ar até que possa se reencontrar. Sem dúvida, seria muito mais interessante se, em vez de brigas, o casal, o amigo ou o vizinho criasse um tempo para cada um estar só, e cuidar de seus afazeres. Sem brigas, sem tensão, apenas respeito mútuo. Quando as pessoas tomam uma brisa diferente, elas se alimentam para desfrutar mais intensamente da presença do outro. Pense nisso.

A solidão é diferente: ela é a incapacidade de viver o amor. A solidão do dependente, que ele chama de amor é só se sentir vivo junto do outro. Enquanto o amor nasce da abundância do afeto, a solidão nasce do medo. Para o dependente é o medo de ser abandonado ou ser desvalorizado, que pode se manifestar através do ciúme. Pode também nascer da necessidade de controlar, de só se sentir importante quando cuida de alguém. Na vida, quantos de nós já sofremos essa solidão?

A solidão do antidependente, que ele chama de liberdade ou independência é o seu grande refúgio, pois como desde criança treinou a se afastar do outro, ele sabe que ameaçar ir embora é o grande trunfo para que o outro faça o que ele quer.

Na verdade esses tipos de solitários não vivem o amor, mas sim, formas de manipular o outro. E, como em toda forma de manipulação, esta vai se esticando a corda até um dia ela se arrebenta. Aí amigos, começam a aparecer crises sobre crises, restando, tão somente a sensação de que não se amam de verdade. Os solitários de verdade vivem, como aquele personagem da história grega, Sísifo, isto é, numa eterna tentativa de levar a pedra até o topo da montanha, sem conseguir. A pedra cai, a pessoa pensa em recomeçar e se esforça até a pedra cair de novo. Por outro lado, existem ainda pessoas que se mantêm na base da montanha. Chegam, olham, e desanimam. O medo de sofrer é tão grande que organizam para si uma vida isolada. Não se arriscam a amar para não serem amadas, só lidam com os sonhos, na ilusão de que um dia se envolverão num relacionamento profundo.

Um bom exemplo pode ser tirado das pessoas solitárias, especialmente, daqueles que tentam por várias vezes subir ao topo da montanha e caem: eles chegam mais perto do verdadeiro amor. Podem até sofrer muito mais, mas conseguem provar o sabor de estar com alguém. Na nossa vida cotidiana, todos nós se quisermos escalar, com sucesso a montanha do amor é necessário fazer também, no trabalho, o saber escalar a montanha profissional. Como assim: poderás interrogar-se: evitando culpar os outros para safar-se de uma situação incômoda ou encontrar desculpas adiando a situação, porque a única maneira de amar de verdade é assumir que tudo o que acontece nos seus relacionamentos só depende de você mesmo resolvê-los.

É por isso que, mesmo trocando de parceiros quem é casado, ou trocando de empregos ou serviços, certas pessoas têm as mesmas dificuldades. O problema não está no parceiro, no emprego ou serviços. Você é o elemento comum de todos os seus relacionamentos. Para que os seus relacionamentos sejam diferentes é fundamental que algo mude em você ou na sua maneira de amar.

Nestes momentos, o melhor é você deixar de resistir, pois o amor é uma fera vingativa. Quando uma pessoa está amando e não deixa o amor fluir, ele procura chamar a atenção para a sua existência. Os três “S” serão as primeiras vítimas: sexo, sono e saúde. Um dos três sempre será o prejudicado quando o amor não se realiza. Às vezes a pessoa que quer enganar seus semelhantes diz que sua vida está ótima e lá vem o amor para lhe mostrar que algo não está bem, pois a insônia e perturbações generalizadas são-lhe afloradas. Conclusão: estar só e solidão são quase a mesma coisa, por isso são irmãs gêmeas. São iguais os dedos das mãos: são irmãos gêmeos, mas não são iguais, já perceberam? Para se curar dessa doença da modernidade um só é o remédio; ame. Ame muito e seja feliz. Pensem nisso.








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