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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana "Tal qual ontem, a caravana da indignidade é a mesma"?
28/08/2017

Nesta última quinta-feira, 24 de agosto, completaram-se sessenta e três anos do suicídio de Getúlio Vargas, outrora ditador do Brasil de 1930 a 1945. Depois de ser deposto em outubro de 1945, isolou-se em sua terra natal, São Borja, no Rio Grande do Sul, por cinco anos.(X) Retornando à Presidência da República em 1951, isto é, de 31 de janeiro de 1951 a 24 de agosto de 1954, quando se suicidou, e após ter sido eleito por uma esmagadora quantidade de votos popular pelo povo de então, advindos do escrutínio secreto, em outubro de 1950.(X) Getúlio era chamado pelos seus simpatizantes de – “o pai dos pobres” – frase bíblica do Livro de Jó 29:16 e um dos títulos de São Vivente de Paula, títulos estes criados pelo Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, enfatizando o fato de Getúlio ter criado muitas leis sociais, tais como: a Legislação Trabalhista, a Previdência Social e criado a Petrobrás. A sua doutrina e seu estilo político foram denominados na época de “getulismo” ou “varguismo”. Os seus seguidores, até hoje existentes, como eu, são denominados “getulistas”. As pessoas próximas o tratavam por “Doutor Getúlio”, tendo em vista que era um advogado formado e por alguns anos exercera o cargo de Promotor Público do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

A frase de Ivan Lessa atribuída a outrem pelo ex-Ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique, Pedro Malan, acerca da incapacidade brasileira de memorizar fatos e acontecimentos da sua História, esquecendo-se quinze/vinte anos depois do acontecido quinze/vinte anos antes, serve de abertura a este comentário sobre a ausência de comentários, análises e estudos sobre o episódio da rua Tonelero no dia cinco de agosto do distante ano de 1954, quando pistoleiros atentaram contra a vida do jornalista Carlos Lacerda e vitimaram o major-aviador Rubens Vaz, que lhe dava proteção. O inquérito policial-militar instaurado em clima de intensa agitação política chegou ao chefe da guarda pessoal do presidente Vargas, desencadeando processo de crise que atingiu seu clímax com o tiro no peito com que se matou o Chefe de Estado brasileiro. Polemista talentoso, de coragem próxima ao ensandecimento, Lacerda representava naquela época todo o movimento oposicionista ao segundo governo Vargas, congregando forças políticas e militares interessadas em acelerar o término do mandato presidencial.

Quando se diz que o brasileiro é um povo de memória curta, talvez de memória nenhuma, é demonstrada pela ausência de debates sobre o episódio da Rua Tonelero são fatos que demonstram nossa incapacidade de retirar da história lições capazes de servir de orientação para os dias atuais e prevenção do futuro. O assassinato do Major Vaz foi o início da escalada da crise política, cujas culminâncias foram atingidas, quando Getúlio na madrugada de 23 para 24 de agosto daquele ano, 1954, portanto, há mais de sessenta e três anos, atirou contra seu próprio peito. De homem encurralado pela oposição, aprisionado no palácio do Catete e sem a proteção de companheiros políticos e militares de confiança, a autoimolação e a consequente leitura da Carta Testamento provocaram tal estado de excitação e perplexidade na opinião pública a ponto de voltar-se contra seus acusadores toda a fúria da população traumatizada. Daí pra frente foi um suceder interminável de crises fabricadas pela ação demolidora do jornalista Carlos Lacerda, talvez o mais talentoso de quantos exercesse essa profissão no Brasil.

A posse do sucessor de Vargas, o vice-presidente Café Filho, demonstrou, sua participação na trama golpista em andamento, percebida mais tarde, quando, supostamente vítima de enfarto do miocárdio, internara-se no Hospital dos Servidores Públicos do Estado e ali recebera a visita de deputados e amigos de então, que o encontraram com a aparência de estar gozando de magnífica saúde. Situação semelhante identificada por outros jornalistas de renome que igualmente o visitara, episódios descritos em vários livros de autores diversos da época.

A fragilidade da democracia brasileira ficava assinalada pelo grau de intervenção de militares no processo político, num crescendo evidenciado nos episódios de Aragarças e Jacareacanga, já no governo de Juscelino Kubitschek, agravado, posteriormente pela renúncia de Jânio Quadros até a intervenção de 1964, exatamente, 10 anos após o dramático suicídio de Vargas. A recordação desses episódios deve servir de permanente lição a nós brasileiros, hoje em dia, quanto à fragilidade de nossas instituições democráticas, principalmente quando elas são periodicamente submetidas a pressões destinadas a servir de suporte a ambições pessoais ou grupais. A todo o momento e de forma sorrateira tentam impor restrições ao pleno florescimento do regime, a exemplo das atuais tentativas de submeterem políticos, jornalistas, cientistas e outros descalabros ao controle do Estado, atitudes desajustadas aos verdadeiros objetivos do verdadeiro estado democrático de direito. Antigamente era habitual a advertência: “Lembrai-vos de 1937”, uma apologia à Intentona Comunista, então instalada. Hoje, constantemente ainda se lembra de 1964, de trágica memória, quando foi instalada a ditadura militar, que duraram longos vinte e hum anos, consequentemente, nos esquecendo de 1954 como medida cautelar contra eventuais arreganhos do poder. Ontem como hoje as hienas políticas usam da mesma carruagem da ignomínia para proveito próprio. No reino da Dinamarca brasileira, isto é, em Brasília, ainda, existem, muitos podres a serem extirpados, para sempre. Cuidado Temer, a hora e vez agora á a sua. Pense nisso...............

EM TEMPO: Quando será apresentada a Prestação de Contas ao povo itabirano dos ganhos e despesas da última Exposição Agropecuária? Perguntar ainda não se paga imposto não é? É direito de o povo saber. Quem tem ouvidos para ouvir, oiça.








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