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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana "ODE A PADRE ILÍDIO HEMÉTRIO QUINTÃO"
24/07/2017

Meus amigos e ouvintes. Tomamos a liberdade de iniciar nosso encontro semanal, hoje, reverenciando a memória de Padre Ilídio Demétrio Quintão que nos deixou na madrugada, da última terça-feira, dia 18, aos 96 anos, devido a uma complicação do mal de Alzheimer e grave pneumonia.

Padre Ilídio foi um homem dedicado, simples, carinhoso, educado e um verdadeiro sacerdote no exercício da vida religiosa. Puro, na acepção da palavra e viveu seu sacerdócio fundamentado no amor, praticando-o.

Durante anos exerceu-o em Itabira, após trabalhar em outras plagas, onde sempre deixou saudades. Muitas pessoas podem pensar que padres, freiras, monges e religiosos não se realizam na caminhada da vocação religiosa e poucos sabem de logística e organização das entidades sociais e religiosas, onde a renúncia a abnegação e o desprendimento são fatores essenciais da vida escolhida.

É um engano. Religiosos há, bem piedosos que têm uma grande capacidade para administrar uma organização e liderar movimentos.

Na sua permanência à frente da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde, com seus auxiliares, transformou o prédio da igreja, à época, em ruinas, num templo renovado, e ao mesmo tempo, incentivou crescente evolução de seus paroquianos.

Foi um sacerdote paciente, humilde e capaz de acatar as sugestões das equipes da mesa administrativa, de Liturgia e, principalmente, no trato com os fiéis. Foi um verdadeiro “gentilmente”.

Seu êxito não foi medido por conquistas financeiras pessoais, e sim pelas motivações espirituais que infundem nas pessoas um novo “modus vivendi”, à luz do Evangelho, sempre proclamado e vivido por ele.

Por suas atitudes e ações foi amado por todos. Foi um “expert” em organização, um perfeccionista.

É frequente, na igreja católica, os religiosos não terem vida conjugal. É questionável voto de castidade, no intuito de realizar melhor metas espirituais. Isso não significa, porém, que vivam sem amor. Os bons sacerdotes transformam os laços afetivos numa busca incessante de amor ao próximo. No lugar do amor exclusivo do casamento, exercem o amor universal, para toda comunidade. É muito lindo quando alguém consegue emanar uma ternura tão profunda em cada um que cruze o seu caminho. E padre Ilídio sempre foi diante de todos: uma voz suave de paz e harmonia.

À medida que escalou a montanha da vida sacerdotal, a sua caminhada espiritual se transformou em pura luz e, doravante esta luz serve, então, para iluminar e dar referencial a todos nós, e a outros que procuram essa mesma luz em suas vidas, agora, tendo-o como referência. Esse foi o diferencial do padre Ilídio: descobriu em si mesmo o caminho da transcendência, isto é, aprendeu em toda a sua vida religiosa a estar com amor onde ele estivesse.

Falei em amor? Ensina-nos padre Roque Schneider: “Que, somos gente e não máquinas; somos pessoas e não robôs; somos seres humanos, de carne e osso, de corpo e alma, de cérebro e coração. Somos misteriosos poços de sensibilidade. Somos tremendos abismos de afetividade. Nem anjos nem bestas. Somos coluna do meio.

Somos carentes, sofridos. E um corpo pedindo. E leis proibindo. Somos gente.

Imagens, em miniatura do próprio Deus. De um Deus, amigo, Pai, GENTE!”

O que mais nos falta, o que mais pedimos, quase de joelhos, é uma única coisa sem a qual não conseguimos viver..., isto é, viver como gente... É um apelo que brada. É uma fome profunda. É um oceano que transbordante. É uma sede que mata, estraçalha e punge lá dentro, na raiz primeira do nosso ser: FOME E SEDE DE AMOR!

AMOR este, com muitos nomes e sobrenomes. Com apelidos até: ternura, amizade, proteção, carinho, segurança, atenção, desvelo, simpatia, cordialidade. São dois olhos amigos luzindo conforto. Um ombro fraterno, nas horas amargas, nas horas de enlevo.

Um timbre macio de voz benfazeja, querida. Uma resposta ao afeto. Calor humano... AMOR!

Padre Ilídio foi tudo isso na vida sacerdotal! Foi quem ofereceu as flores do coração e plantou canteiros que não morrem! E, na sua última noite, o céu espargiu estrelas no firmamento e a esperança iluminou nossa vida! O que faz a pessoa ser alguém é a compreensão, a convivência, o amor, a valorização. Padre Ilídio partiu. Com certeza, perdemos um amigo; o céu acolheu um tesouro. E nós, seus discípulos ganhamos um intercessor, graças a Deus. Descanse em paz, padre Ilídio. A saudade será sempre o amor que fica pelo seu exemplo de vida. Adeus! Um dia, com certeza o encontraremos e muito obrigado por tudo que o senhor nos ensinou, como sacerdote e homem íntegro que foi. Obrigado, amigo! Muito obrigado.

EM TEMPO: A missa de 7º dia será na próxima segunda-feira, dia 24, na Paróquia da Saúde, às dezenove horas, concelebrada por nosso bispo diocesano, Dom Marco Aurélio Gubiotti e padre Eugênio Ferreira de Lima, CR.








agnaldo
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