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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana "Onde está o amor nos tempos modernos"
10/07/2017

Dias desses, ao laborar em minhas andanças pela urbe encontrei com velhos conhecidos de outrora, amigos que, fizeram vários comentários, ainda bem que elogiosos, sobre minhas crônicas pela Rádio Pontal FM, cobrando-me o porquê não escrevo mais para o jornal local, e pedindo-me para escrever algo sobre o amor.

Quando à primeira pergunta, prefiro-me silenciar, pois tomei esta decisão quando não publicaram uma crônica que versava sobre a candidatura da Dilma em 2014. Quanto a escrever sobre o amor, como é difícil, porém, resumo o amor como Cristo nos ensinou: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”, isto diz tudo.

Porém, posso tentar escrever sobre “Onde está o amor nos tempos modernos”?

Revolvendo minha memória, me lembrei de uma pequena estória, acontecida e vivida nos meus tempos da Escola Rural da Gabiroba, em 1948, quando nossa professora, Isabel Costa, hoje dando aulas junto aos anjos celestiais, ao ser interpelada por um colega, também já pertencente ao coro angelical, lhe perguntou: - Professora, o que é o amor?

Dona Isabel, como a chamávamos, sentiu que o colega merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera.

Como já estava na hora do recreio, pediu a cada um dos demais alunos que déssemos uma volta em torno da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. Naquela época, era costume de nós os meninos jogarmos uma bola no campo de futebol que era localizado bem perto, por detrás da escola e as meninas jogavam queimada com bola de meia, em frente à escola. Saímos apressadamente à procura daquilo que mais despertasse o nosso sentimento de amor. O recreio só durava quinze minutos. Portanto, nosso tempo era exíguo. Quando adentramos na sala de aulas, dona Isabel, todo imperiosa dirigiu-se à classe dizendo que cada um mostrasse o que trouxera consigo. Iris Cabral, sempre muito alegre levantou e disse: - dona Isabel, eu trouxe esta flor. Ela não é linda? Tarcísio, sempre caladão, gostava muito da natureza, levantou de sua carteira dizendo: - eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas! Vou colocá-la em minha coleção. Osmar e Osvaldo, irmãos gêmeos trouxeram um filhote de tico-tico. Ele havia caído do ninho. Não é uma gracinha, professora? Se deixássemos no chão, provavelmente, seria comido por um gato da vizinhança. E, assim, cada um de nós colocava sobre a mesa da professora aquilo que mais representava o sentimento de amor.

Terminada a exposição, dona Isabel notou que o Nazareno tinha ficado quieto o tempo todo. Ele era muito humilde, um pouco deslocado da turma e, por conseguinte, morto de vergonha, pois nada havia trazido para a mesa. Dona Isabel se dirigiu a ele e perguntou-lhe: Nazareno, por que você nada trouxe? Ele timidamente respondeu: - Desculpe dona Isabel. Vi a flor, senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que o seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida, mas parecia tão feliz, que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho no chão, entre folhas secas, mas ao subir na árvore, notei o olhar triste da mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto, dona Isabel, trago comigo: o perfume da flor; a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe dos passarinhos. Como posso mostrar o que eu trouxe? Sábias palavras do Nazareno, aquele menino que dentro de si escondia o símbolo do amor.

Dona Isabel, emocionada, agradeceu a todos pela simbologia que cada um trazia dentro de si e, para o Nazareno deu-lhe a nota máxima, pois foi ele o único que percebera que só podemos encontrar o amor é em nosso coração. Lembrei-me dessa estória quando soube, há poucos dias que este meu colega de escola, também partiu para a eternidade, com certeza levando consigo, o perfume da flor, a sensação da liberdade de uma borboleta e a gratidão dos olhos da mãe daqueles passarinhos. Hoje com certeza está diante de Deus, mostrando a dona Isabel o que levou para ela na glória celeste: onde está o amor.

Para sua reflexão: Conta-se que certa vez, quando Juscelino era ainda o governador de Minas, um seu amigo perguntou-lhe: - Se o senhor for presidente, qual será sua primeira providência? – Aprender o nome dos meus assessores, respondeu. – Desculpe-me, JK, não lhe parece uma bobagem? Será essa, afinal, a grande preocupação de um presidente?

Ao que o grande JK respondeu: - Um homem nunca pode receber ajuda de quem não conhece. Se ele não entender a natureza, nunca entenderá a vida. Da mesma maneira, se não sabe quem está ao seu lado, não terá amigos. Sem amigos, não pode estabelecer um plano. Sem um plano, não consegue dirigir ninguém. Sem direção, o país mergulha no escuro e nem os dançarinos sabem decidir com que pé devem dar o próximo passo.

Sábias palavras do grande e inesquecível JK. Quanta falta este homem público faz aos homens de hoje. Políticos sem rumo. Famílias sem um projeto de vida. Várias seitas em busca de um só Deus, confundidos se perdem nos oásis do cotidiano. Perdidos esquecem o grande segredo na arte de viver, pois esta tem um sentido profundo nos mínimos gestos, pensamentos e atitudes. Ame seu trabalho, sua família. Plante flores da bondade e da esperança em muitos corações. Só assim você será mais feliz, mais sorridente e realizado.

Pense nisso, lembrando que existem bênçãos, graças e benefícios que só chegam através de lágrimas. Definitivamente, é a escada da dor que nos leva mais rápido ao topo da maturidade. Abra seu coração, volte-se para os outros, buscando fazer feliz e realizando quem vive a seu lado. Esse é o caminho da paz, o segredo da alegria interior, de uma comunidade harmoniosa, de um lar arejado, onde é gostoso residir e viver. A felicidade passa pelo amor. Isto, sim, é amor. Todos indistintamente buscam o amor em toda parte e esquecem que o verdadeiro amor está escondido no coração do ser humano. Também, pense nisso.








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