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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “simplificar é melhor que complicar”
28/06/2017

A cidade anda em polvorosa tensão após o delegado Regional, Paulo Tavares anunciar a transferência de todo aparato policial civil para o antigo Real Campestre Clube. Sem dúvida alguma é uma noticia que causa certa desarmonia ao povo que necessita dos serviços prestados por esta instituição estatal. Há anos este instrumento policial a serviço do povo esteve alojada em determinados pontos da cidade facilitando a todos, indistintamente, a todos que têm problemas a resolver numa Delegacia de Polícia.

Entretanto, a visualização do Delegado Regional não compactua com os interesses do povo, sempre, mais uma vez o prejudicado. Talvez haja razão maior para que essa transferência se realize, mas no visualizar do cronista, que, diga-se de passagem, muito pouco, muito pouco mesmo utiliza serviços dessa especialidade não encontre razões para que tal fato aconteça.

Quando exerci a advocacia executiva, administrativa e operacional muito trabalhei na Delegacia Civil e nunca tive oportunidade em reclamar da atividade ali exercida, sempre respeitei os ditames policiais civis, assim como fui respeitado nos direitos reivindicados.

A decisão do Delegado Regional, Paulo Tavares é um ato discricionário. Só lamento de que o povo, especialmente o de menor poder aquisitivo seja prejudicado. Levar todo aparato policial civil para um clube, hoje abandonado, longe do centro da cidade, cerca de cinco ou dez quilômetros do perímetro urbano é uma desumanidade, um retrocesso que Itabira não merece.

Respeito, integralmente o que se pretende, pois talvez, o Delegado Regional tem razões pontuais e convincentes que a própria razão e o povo que necessita dos serviços policiais desconhecem.

Se as instalações hoje existentes estão fora do contexto exigido, isto é, modernidade é importante, mas é de bom alvitre lembrar que toda essa estrutura, até então existente não custou sequer um centavo ao Estado, pois tudo foi feito pela antiga Companhia Vale do Rio Doce, ex-proprietária do imóvel do bairro Campestre, bem como as demais instalações na Avenida Carlos Drummond de Andrade, que são custeadas pelo Município com o pagamento de aluguéis e cessão de funcionários, concursados e ou terceiros contratados.

Inegavelmente, reconheço que o Delegado Regional tenha suas conclusões em retirar do seio da cidade este importante órgão, levando-o para um lugar ermo e distante para dificultar o atendimento público e, por consequência, minimizar as operações policiais, hoje em dia intensas na urbe.

Aqui cabe uma pergunta: por que senhor Delegado não foi utilizada as instalações do antigo Hotel Pousada dos Pinheiros, que outrora fora um segmento da Delegacia Regional? O prédio está obsoleto e em desuso, servindo, tão somente, para desocupados e traficantes dele fazer uso? Por que não ter tido a ideia de se utilizar aquele “elefante branco” em construção na esquina da Rua Guarda Mor Custódio com a Rua dr. Sizenando de Barros, em frente ao Ponto Frio? Obrigatoriamente é a antiga sede do Real Campestre Clube o melhor lugar na Terra de Tutu Caramujo para se instalar uma Delegacia Regional e todo aparato policial civil? O povo será o único prejudicado, disso tenho certeza. Para os policiais civis que gozam do privilégio de usarem veículos do Estado para o ir e vir não haverá problema, bem como os servidores efetivos ou contratados, pois, pelo que se sabe o combustível utilizado nos veículos policiais, quando não são custeados pelo município é a Vale quem arca com esse importante combustível.

Jamais foi e é responsabilidade do Estado que como sabemos, está quebrado.

Dr. Paulo Tavares, a hora é de muita reflexão. O povo itabirano merece uma conceituação realista e, não tão somente engolir goela abaixo uma decisão tão absurda e tão prejudicial ao povo. Disse acima que essa é uma decisão discricionária, porém, não é vergonha nenhuma mudar de ideia, vergonha é não ter ideia para mudar, pense nisso.

Para sua e nossa reflexão: conta-se que o profeta Maomé e um de seus discípulos entrou numa cidade para ensinar. Logo, um adepto dos seus ensinamentos aproximou-se e disse-lhe: - Meu senhor, não há nada, exceto estupidez, nesta cidade. Os habitantes são tão obstinados! Ninguém quer aprender nada. Tu não irás converter nenhum desses corações de pedra. O profeta respondeu bondosamente: - Tu tens razão. Logo depois, outro membro da comunidade abordou o profeta. Cheio de alegria, ele disse: - Mestre tu estás em uma cidade abençoada. O povo anseia receber o verdadeiro ensinamento, e as pessoas abrem os corações à tua palavra. Maomé sorriu bondosamente e novamente disse: - Tu tens razão. – Oh mestre, disse outro companheiro de Maomé: - Tu disseste ao primeiro homem que ele tinha razão; e, ao segundo, que afirmou o contrário, tu disseste que ele também tinha razão. Mestre, negro não pode ser branco! Maomé respondeu-lhe: - Cada um vê o mundo do jeito que espera que seja. Por que deveria eu refutar os dois homens?

Um deles vê o mal; o outro, o bem. Tu dirias que cada um deles vê falsamente? Não são as pessoas aqui e em toda parte boas ou más ao mesmo tempo? Nenhum dos dois disse algo equivocado; disseram apenas algo incompleto. Maomé foi Maomé. Quem somos nós viventes para ter razão? Pense também nisso.

E, para não dizer que não falei das flores, lembro ao ilustre delegado regional que sua decisão é irracional, no meu ponto de vista, principalmente quando em Itabira possui o prédio onde funcionou o Fórum Desembargador Drummond, ali no bairro do Pará, hoje, também abandonado e que serviria muito bem como acomodação ao aparato policial civil. Melhor solução, ainda é a de facilitar as coisas a favor do povo. Simplificar é melhor que complicar, não é mesmo?








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