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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a crônica da semana “cuidado para não se deixar contaminar pela crise”
19/06/2017

Numa carta ao escritor Fernando Sabino, datada de 16 de novembro de 1942, Mário de Andrade então escritor modernista, paulista de nascimento lhe dizia com propriedade que “o conformismo é a cilada que o homem encontra quotidianamente em seu caminho”. A sentença parece ter sido proferida nos dias atuais, atualíssima, pois a cilada do conformismo impede o povo brasileiro de reagir contra as ideias mais abstrusas, a todo dia lançadas com modelos de experimentação de técnicos e governos despreparados. Isso gente, vem de longe, muito longe, mas se tornou permeável e visto a olhos nus de 2003 até os dias de hoje, especialmente o que se refere à corrupção.

Sempre fomos corruptos? É uma pergunta que não se cala. É correto nomear os tempos atuais de a Era da corrupção? Não cria a impressão de que tal fenômeno nunca tenha ocorrido? Fazer distinção entre uma época e outra requer levar em conta fatores como a empalidecida presença da justiça, o exemplo escancarado de lideranças imorais, a obsessão por querer garantir um futuro melhor, o desespero de não se saciar com nada por força do ter em detrimento do ser. Tudo isso como resultado dos tipos de uso da inteligência humana, capaz de nos tornar a criatura mais perigosa do planeta, acima das feras mais temidas no reino animal, pois, embora o homem não tenha sido privilegiado pela natureza com chifres pontiagudos, garras poderosas ou veneno, ele possui um cérebro cada vez mais apto a realizar operações relacionadas ao planejamento e execução de tarefas incomuns.

A mente passou a criar formas de lidar com os eventos diários, haja vista a inteligência ter avançado significativamente, chegando às descendências através da informação genética. O homem desenvolveu, além da habilidade tecnológica para a produção de ferramentas e a criação de técnicas de caça, também a mentira e o autoengano, a fim de mentir melhor, com maior convicção íntima. Obter favores sociais para o benefício pessoal em desfavor do gruo, evitando malandramente as correspondentes punições, é um exemplo da arquitetura psíquica do “Homo corruptus” tão antiga quão presente nos dias atuais, e pelo andar da carruagem...

Não é ilusão imaginar que somos o suprassumo terrestre, acima de qualquer espécie? Porventura não mentimos, dissimulamos, acusamos sem ter certeza, falsificamos, tomamos o que não nos pertence, fraudamos, exploramos ingratamente, chantageamos, prometemos (até juramos!) em vão, ocultamos, sem falar na morte que impomos diretamente ou através da omissão sutil a qualquer ser vivente?

Abrir bem os olhos e constatar que somos corruptos é a oportunidade de se incomodar e modificar em si aquilo que se pretende em prol da própria evolução.

Se você quer mudança, deseje-a em si mesmo (é claro que é devido cobrar melhor atuação de todos os sistemas sociais que regulam a vida cotidiana). Dê o passo decisivo, mas, antes, se imponha uma auto avaliação honesta, da qual faça emergir o retrato fiel da sua própria situação. Embora sejamos programados biologicamente para dar um jeitinho egoísta nas situações, é possível, inteligentemente, refletir e conhecer melhor o outro lado da moeda, que indica o fundamental altruísmo como peça chave para administrar as dificuldades de convivência que se avolumam constante e amargamente.

 

Aqui cabe outra advertência: Cuidado para não se deixar contaminar pela crise.

Hoje em dia, na TV, no rádio, nos jornais e nas vias sociais, os assuntos abordados falam de um amontoado de mentiras, fraudes, corrupção, deslealdade, contravenções, crimes e muito mais. Com tantas denúncias de corrupção, verdadeiras ou falsas, corremos o risco de ser atacados por um grande desânimo.

Por uma sensação de que não há mais ninguém honesto no mundo ou mesmo que os valores com os quais fomos criados e educados estão totalmente fora de moda hoje em dia. Corremos os risco de questionar se vale trabalhar tanto, ser honesto, ser leal e ético.

Não se deixe contaminar! Não se transforme numa pessoa relativista! Estamos vendo na imprensa notícias e fatos que denotam desvios de comportamento, e não aquilo que é certo ou justificável. Este é mais um motivo para pensar e agir exatamente na direção oposta. Seja mais ético, leal e honesto. No seu emprego, na sua empresa e na sua profissão, seja um ferrenho defensor dos valores mais elevados da conduta humana.

Vivemos num mundo onde corremos o risco do relativismo, em que nada é certo e nada é errado, que tudo depende das circunstâncias. Este é um momento de grande perigo porque começamos a achar normal e até justificar atitudes e comportamentos amorais, antiéticos e desonestos. Começamos a achar que o mundo é assim mesmo ou, ainda pior, passamos a dizer que somos brasileiros, descendentes dos portugueses que nos herdaram a desonestidade e que a ética, a moral e a honestidade estão mortas. Gente, não se deixe contaminar! Pense nisso.








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