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COLUNISTAS
Marcos Gabiroba e a Crônica da semana - O problema humano: saber... realizar-se... crescer.
22/05/2017

Cecília Meireles escreveu: “Tudo palpita em redor de nós, e é como um dever de amor aplicar o ouvido, a vista, o coração a essa infinidade de formas naturais ou artificiais que encerram seu segredo, suas memórias, suas silenciosas experiências. A rosa que e despede de si mesma, o espelhos onde pousa o nosso rosto, a fronha por onde se desenham os sonhos de quem dorme, tudo, tudo é um mundo com passado, presente, futuro, pelo qual transitamos atentos ou distraídos”.

A vida é uma escola, um colégio, um grupo escolar, uma universidade. Em seus bancos, rudes ou agradáveis, a gente vive aprendendo, porque as lições diárias entram pelos olhos, pela carne, pela alma.

O analfabeto é um subnutrido cultural. Seus horizontes, via de regra, têm o tamanho de uma caixa de fósforos e sua cabeça é bastante vazia.

Ciência, cultura e saber são importantes degraus na escada da vida. Especialmente na competitiva civilização atual, onde vencem melhor os bem preparados. Quem são os mais sábios: os especialistas de um assunto, ou os donos de uma cultura geral? O filósofo Ralph Barton Perry não entoa entusiásticos aleluias nem ao especialista nem ao homem de cultura generalizada. Amargo ou irônico, exagerado ou próximo da verdade, eis o seu depoimento:

O especialista conhece cada vez mais em relação a cada vez menos, até chegar à perfeição de saber quase tudo sobre nada...

Já o generalista conhece cada vez menos em relação a cada vez mais até saber praticamente nada sobre tudo! ... O cotidiano rotineiro fabrica também seus filósofos. Tudo simplicidade, “seu” Albuquerque, um dia me confessou: - Quando casamos, minha mulher e eu fizemos um trato. Eu decidiria nas coisas importantes e ela, nas secundárias.

-E deu certo o trato? Perguntei. – Deu, sim. Até agora nada aconteceu de importante, respondeu ele com um largo sorriso no rosto. E, numa conversa entre velhos amigos, este diálogo existencial: - O seu filho já pensou na carreira que vai abraçar? – Por enquanto, ele só pensa em abraçar as namoradas! Respondeu.

Os literatos têm lá sua opinião também, mergulhando a pena na tinta da escola da vida, fala com sabedoria, Mário da Silva, nosso amigo comum, presente que intervém em nossa conversa, acrescenta: - Saber é um debater-se e um ferir-se contínuos contra as dúvidas, incertezas e contradições. Essa luta para o encontro da verdade, ou, pelo menos, da momentânea verdade é o que nos tranquiliza a mente, que nos supre a necessidade de algum conhecimento mais estável. Mas resta, sempre, a convicção de que vivemos num tempo em que todas as ideias e conceitos são provisórios, concordam? Acrescentando: Os poetas sempre tiveram antenas de fina sensibilidade. Captam sutilezas que o comum dos mortais jamais descobre, desvendam universos que a nossa “vã filosofia” escolar nem pressente, concordam? E naquele bate papo a três, Albuquerque, emendou: Qual é, afinal, a maior ironia da civilização moderna? A bomba atômica que nos pode reduzir a cinzas, de uma hora por outra? A poluição multiforme que nos invade por todos os lados? Ou a vida cada vez mais difícil nos grandes centros urbanos? Puft! Ficamos estupefatos. Após o susto, resolvi responder: - Sabe amigos, a mais cruel e dramática ironia da civilização moderna é sua capacidade de resolver quase todos os problemas que se agigantam na rota, menos o grande problema humano.

O Albuquerque tem razão, pois a briga agora é entre os Estados Unidos e a Coréia do Norte.

Japão, Coréia do Sul e a China são os coadjuvantes. Isso é briga de cachorro grande. Quanto à poluição multiforme que nos invade por todos os lados e a vida cada vez mais difícil nos grandes centros urbanos é questão de urbanidade. Acabar com a corrupção, que é muito difícil, colocar os ladrões do povo numa prisão de força máxima, tipo Guantánamo, outrora existente em Cuba e os administradores tomarem consciência de que governam para o povo e não para roubar do povo, as coisas podem encontrar um novo rumo. Caso contrário, se tudo continuar como Dante no quartel de Abranches, nada mudará, infelizmente.

Olha Gabiroba, ponderou o Mário: o homem se multiplica através dos computadores, da cibernética, da TV, dos raios Laser. Mas este mesmo homem que um dia visitou a Lua, quer conquistar o planeta Marte e Mercúrio, engenhoso em tantas áreas, não aprendeu ainda a fórmula redentora de criar uma vida justa, humana, tranquila e feliz para todos os seres humanos. Por que? Simplesmente, porque uma criatura de carne e osso não responde à semelhança das máquinas. Simplesmente, porque todos os instrumentos eletrônicos, tão rápidos e eficientes, não conseguem dar-nos todas as respostas e soluções, das quais necessitamos, com urgência, nos grandes e pequenos momentos da vida.

O homem hoje, mais do que nunca, costuma ficar nas periferias, na superfície. E o problema humano é um problema de profundidade. Somos tão ingênuos, tão cegos, tão apressados e tão pouco exigentes. Grudamos alguns esparadrapos na ferida e pensamos que tudo está joia, que tudo está OK, sanado, perfeito.

Ficamos na superfície, na periferia, nas primeiras ramadas. Isto é instinto de pudor, que se nega a descer até lá embaixo, no fundo? Isto é comodismo, indiferença, cansaço, capitulação perante a problemática existencial? Temos a incorrigível mania de protelar para amanhã, o que nos assuste hoje? Falta-nos coragem para enfrentar a verdade total, frente a frente, olhando-a bem nos olhos? Às vezes vale a pena recordar aquele provérbio chinês: “Não podemos impedir que as andorinhas revoem sobre nossa cabeça. Mas podemos evitar que façam ninho em nossa cabeça”. Quando ficamos na superfície, adiamos a solução. Com isso, a batalha já está perdida, de antemão, se a covardia é nossa bússola e norte. Quem espera com alegria tem mais vida. Já pensou nisso? Quem se omite, amargo e triste, carrega o esquife da própria morte no fundo do coração. Emudecemo-nos. Fomos dormir, pois já eram três horas da madrugada. Será que no mundo moderno estamos deixando as andorinhas se aninharem em nossas cabeças? Pensem nisso.








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