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COLUNISTAS
MARCOS GABIROBA E A CRÔNICA DA SEMANA " SALVA, SALVE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER ! "
13/03/2017

Quarta-feira última, 8 de março, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher. Desde meados da década de 1960, convencionou-se comemorar o Dia Internacional da Mulher em 08 de março. Essa data é tida como símbolo de uma série de reivindicações e conquistas de direitos, sobretudo no âmbito trabalhista. Entretanto, a escolha dessa data para tal comemoração frequentemente está associada a equívocos ou a invenções históricas que precisam ser elucidadas.

Conta-se que, em 8 de março de 1857, 129 operárias morreram carbonizadas em um incêndio que ocorrera nas instalações de uma fábrica têxtil na cidade de Nova York. Esse incêndio teria, supostamente, sido intencional. O proprietário da fábrica como forma de repressão extrema às greves e levantes das operárias, teria trancado suas funcionárias na fábrica e nela ateado fogo. Essa história, contudo, é falsa e, obviamente, o 8 de março não está ligado a ela.

Entretanto, houve, sim, um incêndio em uma fábrica de tecidos em Nova York, mas ele aconteceu no dia 25 de março de 1911, às 17hs., e vitimou 146 pessoas, sendo 125 mulheres e 21 homens. A maior parte dos mortos era constituída de judeus. As causas desse incêndio foram constatadas pelas péssimas instalações elétricas da fábrica associadas à composição do solo e das repartições da fábrica e, também, à grande quantidade de tecido presente no recinto, o que serviu de acelerador para o fogo. A esse cenário trágico somou-se o agravante de alguns proprietários de fábricas da época, usarem como forma de contenção de motins e greves o artifício de trancar os funcionários durante todo o expediente. No momento em que houve o incêndio na fábrica têxtil, em 1911, as portas estavam trancadas, costume da época.

Um ano antes dessa tragédia, em 1910, na cidade de Copenhagen, ocorreu o II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, movimento este apoiado pela Internacional Comunista. Nesse evento, a então membro do Partido Comunista Alemão, Clara Zetkin, propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher, sem, contudo, estipular uma data específica. Essa proposta era fruto tanto do feminismo, que já ascendia naquela época, quanto das correntes revolucionárias de Esquerda, como o comunismo e o anarquismo, tendo à frente, a anarquista lituana, Emma Goldman que foi um dos nomes ícones mais importantes da época. O incêndio de 1911 viria, contudo, como uma luva, nos EUA, como o dia simbólico das mulheres (tal como sugerido Clara Zetkin, anos atrás). A maioria dos movimentos reivindicava melhorias nas condições de trabalho nas fábricas e, por conseguinte, a concessão de direitos trabalhistas e eleitorais (entre outros). Vários protestos e greves já ocorriam na Europa e nos Estados Unidos desde a segunda metade do século XIX.

O movimento feminista e as demais associações de mulheres, daquela época, capitalizaram essas manifestações, de modo a enquadrá-las, por vezes, à agenda revolucionária. Foi o que aconteceu em 08 de março de 1917, na Rússia. Sabemos que a RevoluçãoRussa ocorreu em 1917, ou melhor, completou-se em outubro de 1917. Pois bem, no dia 08 de março desse ano, as mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem entraram em greve e reivindicaram a ajuda dos operários do setor de metalurgia. Essa data entrou para a história como um grande feito de mulheres operárias e também como prenúncio da Revolução Russa, já em plena ebulição como acentuou a pesquisadora Eva Alterman Blay em seu artigo intitulado 8 de março: conquistas e controvérsias. Como afirmado acima, em 8 de março de 1917, trabalhadoras russas do setor de tecelagem entraram em greve e pediram apoio aos metalúrgicos. Esta teria sido uma greve espontânea, não organizada, e teria sido o primeiro momento da Revolução Russa que derrubou a dinastia dos Ksares, exterminando toda família de Nicolau II, tornando-se destarte, o dia 08 de março o símbolo principal de homenagens às mulheres. A partir de então, esta data, associada ao incêndio em Nova York, este, ocorrido no dia 25 de março, tornou-se, efetivamente o Dia Internacional da Mulher. No Brasil esta data foi reconhecida na ditadura Vargas (1930/1945) A partir dos anos 1960, a data já estava praticamente consolidada. Na mulher encontramos a figura da nossa mãe, nossa filha, nossa amiga, nossa namorada, nossa companheira, noiva, esposa, tia, madrinha e nossa avó. Esses são alguns nomes que, constantemente, chamamos as mulheres que passam pela nossa vida. À mulher, os meus mais sinceros elogios neste dia tão especial. Afinal, elas dominam o mundo. O mundo do amor, da ternura, do carinho, do afeto, da sensibilidade e, acima de tudo, da força. Força para enfrentar um mundo de preconceitos e vencer pela dignidade, inteligência e pela palavra. Admiro as mulheres! Por vezes, já parei para pensar nessa cobrança social da figura feminina. Há uma pressão camuflada e uma rivalidade entre as próprias mulheres. Um preconceito pela sexualidade exacerbada ou retraída. Mas isso dá um sabor desafiador à luta diária. Vencem um leão por dia! Praticamente, em todas as profissões já temos a mulher ocupando postos de destaque. E isso é uma conquista! Quantas trabalhadoras já dominaram numa profissão que de alguns anos pra cá estão se tornando um núcleo de mulheres mais competentes? Não pelo ofício em si que não depende de gênero, mas que a mulher está ocupando com louvor e tem se mostrado versátil, antenada e bem humorada. Arrisco a dizer que 85% do jornalismo, hoje em dia é ocupado por mulheres, seja em redações, assessorias de imprensa ou comunicação, ou qualquer outro cargo que envolve o jornalismo em si. Isso é ruim? Não. Mas mostra que a mulher está estudando mais e se preparando profissionalmente melhor que muitos homens. Não, não quero propor mais um tópico nesta clássica “guerra dos sexos”. Até porque não concordo que as pessoas sejam julgadas pela sua condição de gênero ou opção sexual. Somos seres humanos.  Devemos valorizar o interior de cada um, os sentimentos, o caráter, a ética. O trabalho cercado por mulheres, nelas, encontramos amizade e uma força de vontade absurda para ser uma profissional de respeito e competente nas tarefas lhes atribuídas, E isso não é para qualquer mulher. Haja problema! É com ela, a solução. A mulher é gestora da família. Nos tempos modernos, dificilmente encontramos aquela versão clássica da “Amélia, a mulher de verdade”, consagrada por Ataulfo Alves em sua música épica, mas encontramos uma mulher multimídia integrada com o mundo, com os amigos e com a família. Graças a Deus acabou para sempre aquela mulher que o compositor escreveu: “Preciso de uma mulher que saiba lavar e cozinhar e de manhãzinha me acorde na hora de trabalhar...” Hoje levantam e trabalham juntos. Viva a mulher! Salve, salve àquela que nos deu o dom da vida. À mulher que vence um leão por dia, um Feliz Dia Internacional da Mulher! Parabéns, guerreira mulher.








agnaldo
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