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POLITÍCA
Câmara debate suicídio em Itabira
08/08/2018

Audiência Pública foi proposta pelo vereador Weverton Vetão (PSB)

Assunto ainda considerado tabu, o suicídio foi tema de uma Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Itabira nessa terça-feira, 7 de agosto. O debate, que reuniu diversos profissionais, foi proposto pelo vereador Weverton Leandro dos Santos Andrade, Vetão (PSB), e lotou o Plenário do Legislativo.

Vetão disse que o objetivo do encontro é quebrar tabu. “Estamos aqui para discutir política pública, a forma de atendimento que a rede do Município oferece e propor ações que reduzam os casos de suicídio em nossa cidade”, disse. O vereador afirmou ainda que a discussão precisa ser contínua, “apontando os caminhos a serem percorridos”.

Reconhecido nacionalmente como entidade que luta contra o autoextermínio, o Centro de Valorização da Vida (CVV) marcou presença na Audiência Pública. A coordenadora da instituição em Itabira, Valdélia Almeida Chagas Fonseca, disse que falar é a melhor opção.

“Assim a pessoa reduz aquela carga que está levando. Hoje temos o telefone 188, que é nacional e funciona 24 horas por dia. Temos também vários voluntários que se revezam no atendimento”, informou.

Psiquiatra do CAPS Adulto e Infantil de Itabira, Cácio Hermes de Andrade disse que é preciso discutir o problema em qualquer época e lugar. “O suicídio no mundo todo virou um caso de saúde pública. Segundo a própria Organização Mundial de Saúde, em 90% das vezes é uma situação que pode ser evitada. Em geral, é o desfecho de um processo que iniciou pequeno: geralmente a pessoa começa com uma depressão, uso de drogas ou com algum problema pessoal e não consegue um suporte”, explicou.

De acordo com a psicóloga Glória Menezes, são vários os casos de atendimentos feitos no CAPS. “Atendemos pessoas que tentaram, que estão pensando nisso e pessoas de luto por perderem amigos e parentes. Quando há um tabu, quando o tema é muito velado, o que circula é muito preconceito e ideia duvidosa. É preciso tirar o véu, romper com esse silêncio”, disse.

Assessoria de Comunicação CMI








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